Proteção de dados em debate no I Congresso Internacional dos TCs

13/11/2019 ás 17:22:07

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Com o tema “Tecnologia e Tribunais de Contas Contemporâneos, aplicando o benchmarking”, o 1º Congresso Internacional dos Tribunais de Contas abriu a programação no segundo dia do evento. O painel contou com a participação do secretário de gestão de informações para o controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU), Wesley Vaz, e do professor da Universidade Federal do ABC, Sérgio Amadeu da Silva.

“A tecnologia da informação é irmã da comunicação. Junto com a comunicação, é capaz de educar e de transformar”, destacou o jornalista Sérgio Lerrer, mediador do painel, ao falar dos desafios dos Tribunais de Contas para permanecerem próximos da sociedade neste momento de predominância da tecnologia.

Wesley Vaz alertou sobre a necessidade de as instituições de controle reverem a forma de pensar, considerando a tecnologia como oportunidade. “Os auditores do futuro serão atores estratégicos, serão fonte de conhecimento para o auditado e serão responsáveis por prever situações”. Vaz explicou que nada disso será possível sem tecnologia, sem os dados e os algoritmos. “E é necessário que os dados sejam abertos e transparentes”, frisou.

Ao falar da essência da Carta de Moscou (assinada pelas instituições de auditoria superior do mundo, em setembro de 2019), lembrou que as instituições precisam usar dados como recurso para o exercício do controle externo e com respeito à privacidade. “Dados são a nova água”, relacionou ao reforçar a necessidade de serem (os dados) limpos, usáveis e sustentáveis. Vaz alertou sobre o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no âmbito dos Tribunais de Contas. “É hora de combinar uso massivo de dados com a privacidade do cidadão”, destacou ao lembrar que a LGPD não é ameaça, e sim mais responsabilidade.

O secretário de gestão de Informações para o controle externo do TCU apresentou ainda a plataforma Alice, sistema de análise de licitações, capaz de identificar as irregularidades e aprimorar as contratações públicas. A ferramenta está em uso em 13 estados e já conta com 29 mil licitações processadas e mais de 50 regras compartilhadas.

(Atricon)


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