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Evento promovido pelo Serviço Social reuniu servidores em palestra e bate-papo sobre prevenção, informação e formas de buscar ajuda no Tribunal.
O Tribunal de Contas de Alagoas promoveu uma ação do Setembro Amarelo voltada aos servidores da instituição. Realizado pela Coordenação do Serviço Social do TCE-AL, o evento contou com palestra da médica psiquiatra Suzzana Bernardes e um bate-papo com o juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Alonso Filho.
Quem abriu o evento foi o conselheiro do TCE-AL, Anselmo Brito. Ele destacou a importância de promover ações como essa e de levar a discussão sobre o tema para além do ambiente do Tribunal.
“É importante que as instituições trabalhem de forma preventiva na questão dos fatores e dos adoecimentos que podem levar a esse tipo de situação. Isso preserva o funcionário, a pessoa, e também o bom nome e o bom funcionamento das instituições. Também é importante que o Tribunal fale sobre isso para que os funcionários se sintam acolhidos. E isso não é algo apenas voltado para a esfera pública. Deve abranger todo o universo de trabalhadores, porque os órgãos são formados por pessoas, por seres humanos, que estão sujeitos a esse tipo de situação.”
Durante a programação, Suzzana Bernardes, que também é coordenadora do setor médico do TCE-AL, falou sobre a campanha Setembro Amarelo e destacou a importância da informação na prevenção do suicídio. A médica também abordou o uso excessivo de telas e citou diferentes fatores que podem levar uma pessoa a uma situação de risco, inclusive no ambiente de trabalho.
“A gente tem que estar atento em todos os ambientes. No trabalho, passamos muito tempo do nosso dia e existem pessoas que estão sofrendo, que às vezes mostram sinais de que não estão bem. Mudam o comportamento, ficam mais isoladas, mais monossilábicas, mais tristes. Então, pergunte ao outro: ‘Tá tudo bem? Eu posso fazer alguma coisa para lhe ajudar?’. Às vezes, ajudar na carga de trabalho, diminuir a carga dele, já ajuda. Demonstrar ao outro a importância dele, se oferecer, se fazer disponível, dar o seu tempo para o outro. Isso é importante.”
A médica psiquiatra também chamou atenção para a necessidade de cuidado com as pessoas que ficam após um suicídio. Segundo ela, familiares e cônjuges podem enfrentar sentimentos como dor, culpa e raiva e também precisam ser acolhidos e receber ajuda.
“Quem fica precisa muito ser cuidado. Essas pessoas guardam uma dor e, às vezes, culpa e raiva. A gente fala dos sobreviventes. Sobrevivente é quem ficou: os familiares, os cônjuges. É uma morte que traz muitos sentimentos e muitos porquês que, às vezes, não têm respostas. Por isso, a gente precisa ouvir essas pessoas, cuidar delas e oferecer ajuda.”
A programação também contou com a participação do juiz do TRT Alonso Filho, que levou um violão e participou de um bate-papo e realizou dinâmicas em grupo com os servidores. Durante a conversa, ele destacou a importância do acolhimento sem julgamentos.
“É importante nós buscarmos saber como o outro se sente, de que forma eu posso ouvir e de que forma eu posso auxiliar. Ouvindo, acolhendo, sem julgar. O principal objetivo foi esse: acolher, escuta ativa e estar lado a lado no caminhar.”
Alonso também contou que a música apresentada no encontro surgiu depois de uma experiência junto ao Centro de Valorização da Vida (CVV). Segundo ele, após participar de uma atividade da instituição, voltou para casa pensando em como poderia contribuir. A partir dessa reflexão, escreveu uma poesia que posteriormente se transformou em música.
A coordenadora do Serviço Social do TCE-AL, Sidilene Cavalcante, explicou que a ação também buscou mostrar aos servidores que existe acolhimento dentro da própria instituição e que eles podem procurar diferentes setores em busca de ajuda.
“Nosso propósito é conscientizar o servidor daqui do TCE quanto à necessidade de falar e de escutar com empatia o próximo. Falar é a melhor maneira de prevenir o suicídio. Como o suicídio é um tabu, queremos prestar esclarecimentos e dizer onde as pessoas podem procurar ajuda. Aqui no nosso Tribunal, temos o setor médico, o setor de psicologia e a Coordenação do Serviço Social, que acolhe, intermedia e encaminha.”
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